sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dias das bruxas texto criado por Breno.

>Dias das bruxas<

Era um certo dia uma casa mau assombrada e quem passasse por lá sumia.
Mas um grupo de jovens viajou para desvendar esse mistério,viajou para a vila.Deivson,Romário,Adriano,Pedro.Breno,Gabriel eles viajaram 48 horas para uma vila que se chamava(Vila Sabino) quando eles chegaram tinha varias famílias desaparecidas,então eles começaram a agir.

Pedro: Poh Vê que coisa é essa,será que ninguém vai descobri esse mistério não?
Adriano: Gente venha ver uma coisa eu descobri uma pista para a casa assombrada.
Alana: Eu pensei que seria difícil, mas foi muito fácil.
Gabriel: Cuidado Alana. Cuidado onde pisa.
Alana: AHHHHHHHHHHHH!
Romário: Boa Noite!
Romário: Gente me siga eu sei onde fica o caminho para a casa mau assombrada.
Grupo: Então o grupo de jovens começaram a anda,se passou 5 horas ai Deivson disse agente esta andando + de 5 horas e ainda não chegamos.
Romário: É porque eu errei o caminho desculpa ai gente rsrsrsrsrsrsrsrs.
Breno: Gente eu achei a casa assombrada me sigam.
Grupo: Eles pegaram o fantasma. Quando foi desvenda quem estava por traz da mascara era ALANA.
Grupo: A assombração acabou agora vamos volta. Fim.


Narrado: Breno R. Pires.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Relacionamento - Honestidade

Obs: Para ver a imagem mais nítida... clique na imagem..



Para não prejudicar o SELF temos que nos relacionar com pessoas de nosso nível de aprendisagem e conhecimento, porque, não vai adiantar de nada nos relacionar com a pessoa que não tem nada em comum com a gente.

Ouvimos uma história de uma mulher que morava com a filha...
logo após que a filha iria para o colegio essa mulher ficava sozinha em casa sem compania e sem ninguem para se relacionar então sofreu uma doença chamada psoicossomática que levou á morte...

Então somos um
ser social,
devemos que nos relacionar sempre com as pessoas no nosso nível para não sofrermos da mesma doença


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Preservativo - Sexo Seguro

Preservativo - Sexo Seguro

O preservativo, conhecido popularmente no Brasil como camisinha, é um método contraceptivo do tipo barreira.

Este é o método contraceptivo mais utilizado em todo o mundo, que ajuda não só no planejamento familiar como também evita a transmissão de diversas DSTs. É feito de látex ou poliuretano e geralmente vem já lubrificado, existindo em várias cores, aromas e tamanhos. Deve estar presente durante todo o acto sexual: deve colocar-se antes de iniciar a penetração e retirar-se depois da ejaculação, antes que o pénis perca a ereção.

Apesar de ser o método mais eficiente, depois da abstinência, contra a transmissão do vírus HIV (causador da epidemia da SIDA), o uso de preservativo não é aceito pela Igreja Católica Romana, pelas Igrejas Ortodoxas e pelos praticantes do Hinduísmo.

Índice
1 - Vantagens
2 - Desvantagens
3 - Precauções
4 - Prevenção contra DSTs
5 - Causas de falha
6 - Respostas religiosas contra o preservativo
7 - História

Vantagens
De fácil aquisição, é o método ideal para relações ocasionais ou imprevistas.
Pode ser utilizado sem contra-indicações, e é o único método contraceptivo que reduz a incidência grandemente de doenças venéreas como a SIDA (Aids no Brasil), a gonorréia, entre outras. Porém pode falhar contra o HPV (Efetividade do preservativo Contra DSTs, WHO, 2004).
Se for utilizado correctamente tem uma taxa de eficácia de 98%.

Desvantagens
Se for mal aplicado ou utilizado mais de uma vez pode romper, não evitando a transmissão do sémen.
Diminui a sensibilidade dos orgãos genitais, sendo referida mais frequentemente a perda de sensibilidade no pénis.
Como é de utilização única o custo de cada preservativo não é um factor desprezável
Algumas pessoas são alérgicas ao latex, material que são compostos a maioria dos preservativos disponíveis (existem também preservativos em outros materiais)

Precauções
Preservativo em sua embalagem típicaConvém utilizar marcas conhecidas com controle de segurança e respeitar os prazos de validade. No Brasil, deve ter o selo de aprovação do Inmetro
Não é aconselhável lubrificá-lo com vaselina ou óleos, nem expô-lo ao calor (tablier do carro, carteira, bolsos das calças...) Se for necessária lubrificação extra, deve-se usar produtos específicos, à base de água, que podem ser facilmente encontrados em supermercados e farmácias
Ao ser aberto deve-se ter cuidado com as unhas e os anéis. Nunca abrir a embalagem com os dentes.
Existem tamanhos variados de preservativos, desde os especiais para adolescentes até os destinados a pênis mais grossos que a média. Essa variedade é necessária, pois o uso de preservativo de tamanho inadequado pode ficar largo demais (facilitando o vazamento de sêmen) ou machucar o usuário (por restringir demais o fluxo sangüíneo), acarretando o rompimento do preservativo e diminuindo sua eficácia.
Ao contrário do pensamento popular, o uso de dois preservativos ao mesmo tempo não é benéfico, podendo prender a circulação sangüínea na região do pênis, acarretando sérios problemas.
A camisinha deve ser colocada antes de qualquer contato das regiões genitais entre as duas pessoas, pois algumas doenças são transmitidas facilmente pelo contato. Além disso, algumas gotas de sêmen saem do pênis antes da ejaculação, existindo o risco de gravidez.
Não utilize a camisinha mais de uma vez, ela não pode ser utilizada em mais de uma relação.
Se quiser usar lubrificantes, utilize somente aqueles à base de água à venda em farmácias. No caso de sexo anal, o uso de lubrificantes é especialmente recomendado.

Prevenção contra DSTs
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos em 2000, o uso de preservativos de latéx pode:
quando usado regularmente reduzir o risco de transmissão de SIDA/HIV.
quando usado corretamente reduzir o risco de gonorréia nos homens.
quando usado corretamente reduzir o risco de transmissão de Chlamydia trachomatis, tricomoníase e sífilis.
reduzir o risco de manifestações relacionadas com o HPV (embora sem dados conclusivos sobre a transmissão do mesmo).
sem conclusões no caso da herpes genital e do cancro mole.
O estudo também concluiu que os preservativos masculinos de latéx têm:

taxas de quebra entre 0,4 a 2,3%
taxas de deslizamento equivalentes
Estas taxas são influenciadas pela experiência do usuário, tamanho do preservativo e utilização de lubrificação.

Um artigo no American Journal of Gynecologic Health mostrou que "todas as mulheres que usaram Reality® (uma marca de preservativo feminino) corretamente e freqüentemente ficaram protegidas do protozoário Trichomonas vaginalis (causador da tricomoníase vaginal)".

Causas de falha
Geralmente as causas mais comuns são rompimento e deslizamento após a ejaculação.

Respostas religiosas contra o preservativo
Várias comunidades religiosas (como a católica, a muçulmana e a protestante) vêem problemas na utilização do preservativo por seus seguidores, dizendo que:

Há uma significante diferença entre fazer sexo para procriação da espécie e fazer sexo por prazer (o que é visto como pecado).
Usar o preservativo para evitar a gravidez é considerado um método abortivo.
Outras comunidades religiosas não se preocupam tanto com o uso do preservativo. Estas comunidades deixam a cargo dos envolvidos para escolherem o que acham melhor para si mesmos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Porque as pessoas mentem na internet

As pessoas mentem na internet porque fica com medo de se revela e acontece alguma coisa grave,mas já tem outros tipos de pessoas:aquelas que se revelão para as pessoas e acaba acontecendo algo de grave,como:vou dar alguns exemplos.
Uma menina conheceu uma pessoa internet e falou tudo que ela fazia,á idade dela e onde ela morava.Ao passa do tempo ela mandou uma foto dela pelada e a outra pessoa espalhou a foto pelo BATE-PAPO dela pelada e a outra pessoa disse se ela não envia mais fotos dela pelada se não ia contar para os pais.
O outro boato era de outra menina que deu seu email,falou sua idade e ond ela morava,ai o cara que ela mandou ela mostra fotos de pelada se não ia onde ela morava e ia matar ela.

Por isso que não e bom falar a verdade na internet,mas também e bom falar algumas mentirinhas porque á internet hoje-em-dia não e segura.

Breno Rodrigues Pires

Mentira no Chat ?

Porque as pessoas mentem na internet ?

A maioria das pessoas mentem na internet para se proteger não se sabe quem esta do outro lado da tela se é homem, mulher, uma criança ou até mesmo um pedófilo
que pode estar querendo se aproveitar.
Maior parte das mentiras contadas são em chats, se mente sobre idade, cor do cabelo, altura, muitas coisas ,será que isso é normal ou algo muito estraho?

http://sarmento.org/janio/wp-content/uploads/2007/08/chat04.PNG

Muitas pessoas menten no orkut no msn a mioria das veses consegue um relacionamento virtual por meio de muitos scraps e muita falação.As pessoas que não mentenna net se sentem até traídas quando são engandas.
Por via das dúvidas e melhor não continuar escrevendo mentiras por ai .

Editado Por: Deivson

Microsoft

A Microsoft foi fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen, em 1980 Steve Ballmer se junta a companhia. O primeiro produto desenvolvido pela empresa foi uma versão do interpretador BASIC, para o computador Altair 8800 da MITS. Em 1977 é lançado o Microsoft FORTRAN, para computadores baseados em CP/M.

Em 1980 a IBM planeja lançar seu computador pessoal com o sistema CP/M, mas as negociações com a Digital Research falham e a IBM procura a Microsoft para desenvolver seu sistema operacional. Sem ter um sistema para entregar, a Microsoft acerta um contrato não exclusivo de licenciamento com a IBM e procura a Seattle Computers para comprar seu sistema Q-DOS. Em 1982 a Microsoft começa a desenvolver aplicações para o Macintosh da Apple, lança o Microsoft COBOL e a planilha eletrônica Multiplan para MS-DOS. No ano seguinte anuncia o Microsoft Word e o Microsoft Windows. Em 1985 a Microsoft e a IBM assinam acordo para desenvolvimento conjunto de um futuro sistema operacional, no mesmo ano lança o Microsoft Windows 1.0 por 100 dólares. Em 1987 a Microsoft compra o programa de apresentações PowerPoint e lança a planilha eletrônica Excel. Em 1988 a Apple acusa a Microsoft de plágio sobre o seu Macintosh OS (este já uma cópia, do Xerox Alto) com o Windows 2.0, no ano seguinte formam uma aliaça para desenvolver o padrão de fontes TrueType.

Em 1990 a Microsoft apresenta o Windows 3.0 para computadores pessoais e o OS/2 desenvolvido com a IBM para estações de trabalho. Nos anos seguintes anuncia em conjunto com outras empresas os padrões Multimidia PC, Advanced Power Management e o Plug and Play. Em 1992 a Microsoft e a IBM encerram o acordo de cooperação e dividem o sistema desenvolvido, a IBM passa a desenvolver o OS/2 4.0 e a Microsoft anuncia o Windows NT 3.0, no mesmo ano lança o Microsoft Access para Windows.

Em 1995 é lançado o Windows 95, um sistema operacional completo para computadores pessoais que elimina a necessidade do MS-DOS. No mesmo mês lança o Internet Explorer, parte do pacote Windows 95 Plus!, vendido separadamente. No ano seguinte lança o Windows NT 4.0, com o visual do Windows 95 e a segurança do Windows NT.

Em 1997 a Microsoft compra a WebTV e investe 150 milhões de dólares na concorrente Apple. No ano seguinte lança o Windows 98 incorporado ao Internet Explorer, iniciando um processo de monopólio movido pelo governo dos Estados Unidos, esse processo terminou em 2001 com a condenação da empresa.

Em 2001 lança o Windows XP juntando as linhas de sistemas operacionais Windows 95/98/Me para computadores pessoais, com o Windows NT/2000 para estações de trabalho, introduzindo uma nova interface gráfica. No mesmo ano lança o Xbox, seu primeiro console de video-games que irá competir como Sony Playstation e o Nintendo GameCube. Em 2007 a microsoft lança o Windows Vista com uma interface gráfica aprimorada.

PRINCIPAIS VERSÕES DO WINDOWS

Windows 1.0, novembro de 1985.

- Windows 2.0, novembro de 1987.

- Windows 2.1/286 e Windows 2.1/386, maio de 1988.

- Windows 2.11, março de 1989.

Windows 3.0, maio de 1990.

- Windows 3.1, abril de 1992.

- Windows for Workgroups 3.1, outubro de 1992.

- Windows for Workgroups 3.11, novembro de 1993.

Windows 95, agosto de 1995. Possui várias atualizações: OSR 1, OSR 2, OSR 2.1 e OSR 2.5.

- Windows 98, junho de 1998. Em maio de 1999 é lançado o Windows 98 SE (second edition).

- Windows Me, setembro de 2000.

Windows NT 3.1, julho de 1993.

- Windows NT 3.5, setembro de 1994.

- Windows NT 3.51, maio de 1995.

- Windows NT 4.0, julho de 1996. Incorporou a interface gráfica do Windows 95.

Windows 2000, fevereiro de 2000. Internamente é a versão NT 4.0.

- Windows XP, outubro de 2001. Versão NT 5.1, recebeu as atualizações SP1 e SP2.

- Windows Server 2003, abril de 2003. Versão NT 5.2.

Windows Vista, janeiro de 2007. Versão NT 6.0. http://pcmag.uol.com.br/businessblog/wp-content/uploads/2009/04/logo_microsoft.jpg

Literatura: João Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa


"Quando escrevo, repito o que já vivi antes.
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser
um crocodilo porque amo os grandes rios,
pois são profundos como a alma de um homem.
Na superfície são muito vivazes e claros,
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros
como o sofrimento dos homens."

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João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) a 27 de junho de 1908 e era o primeiro dos seis filhos de D. Francisca (Chiquitinha) Guimarães Rosa e de Florduardo Pinto Rosa, mais conhecido por "seu Fulô" comerciante, juiz-de-paz, caçador de onças e contador de estórias.

Joãozito, como era chamado, com menos de 7 anos começou a estudar francês sozinho, por conta própria. Somente com a chegada do Frei Canísio Zoetmulder, frade franciscano holandês, em março de 1917, pode iniciar-se no holandês e prosseguir os estudos de francês, agora sob a supervisão daquele frade.

Terminou o curso primário no Grupo Escolar Afonso Pena; em Belo Horizonte, para onde se mudara, antes dos 9 anos, para morar com os avós. Em Cordisburgo fora aluno da Escola Mestre Candinho. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del Rei, onde permaneceu por pouco tempo, em regime de internato, visto não ter conseguido adaptar-se — não suportava a comida.

De volta a Belo Horizonte matricula-se no Colégio Arnaldo, de padres alemães e, imediatamente, iniciou o estudo do alemão, que aprendeu em pouco tempo. Era um poliglota, conforme um dia disse a uma prima, estudante, que fora entrevistá-lo:

Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituânio, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do tcheco, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração.

Em 1925, matricula-se na então denominada Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, com apenas 16 anos. Segundo um colega de turma, Dr. Ismael de Faria, no velório de um estudante vitimado pela febre amarela, em 1926, teria Guimarães Rosa dito a famosa frase: "As pessoas não morrem, ficam encantadas", que seria repetida 41 anos depois por ocasião de sua posse na Academia Brasileira de Letras.

Sua estréia nas letras se deu em 1929, ainda como estudante. Escreveu quatro contos: Caçador de camurças, Chronos Kai Anagke (título grego, significando Tempo e Destino), O mistério de Highmore Hall e Makiné para um concurso promovido pela revista O Cruzeiro. Todos os contos foram premiados e publicados com ilustrações em 1929-1930, alcançando o autor seu objetivo, que era o de ganhar a recompensa nada desprezível de cem contos de réis. Chegou a confessar, depois, que nessa época escrevia friamente, sem paixão, preso a modelos alheios.

Em 27 de junho de 1930, ao completar 22 anos, casa-se com Lígia Cabral Penna, então com apenas 16 anos, que lhe dá duas filhas: Vilma e Agnes. Dura pouco seu primeiro casamento, desfazendo-se uns poucos anos depois. Ainda em 1930, forma-se em Medicina, tendo sido o orador da turma, escolhido por aclamação pelos 35 colegas.

Guimarães Rosa vai exercer a profissão em Itaguara, pequena cidade que pertencia ao município de Itaúna (MG), onde permanece cerca de dois anos. Relaciona-se com a comunidade, até mesmo com raizeiros e receitadores, reconhecendo sua importância no atendimento aos pobres e marginalizados, a ponto de se tornar grande amigo de um deles, de nome Manoel Rodrigues de Carvalho, mais conhecido por "seu Nequinha", que morava num grotão enfurnado entre morros, num lugar conhecido por Sarandi.

Espírita, "Seu Nequinha" parece ter sido o inspirador da figura do Compadre meu Quelemém, espécie de oráculo sertanejo, personagem de Grande Sertão: Veredas.

Diante de sua incapacidade de por fim às dores e aos males do mundo numa cidade que não tinha nem energia elétrica, segundo depoimento de sua filha Vilma, o autor, sensível como era, acaba por afastar-se da Medicina. Contribuiu também para isso o fato de o escritor ter que assistir o parto de sua mulher, pois o farmacêutico e o médico da cidade vizinha de Itaúna só terem chegado quando Vilma já havia nascido.

Guimarães Rosa, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, trabalha como voluntário na Força Pública. Posteriormente, efetiva-se, por concurso. Em 1933, vai para Barbacena na qualidade de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Segundo depoimento de Mário Palmério, em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, o quartel pouco exigia de Guimarães Rosa – "quase que somente a revista médica rotineira, sem mais as dificultosas viagens a cavalo que eram o pão nosso da clínica em Itaguara, e solenidade ou outra, em dia cívico, quando o escolhiam para orador da corporação". Assim, sobrava-lhe tempo para dedicar-se com maior afinco ao estudo de idiomas estrangeiros; ademais, no convívio com velhos milicianos e nas demoradas pesquisas que fazia nos arquivos do quartel, o escritor teria obtido valiosas informações sobre o jaguncismo barranqueiro que até por volta de 1930 existiu na região do Rio São Francisco.

Um amigo do escritor, impressionado com sua cultura e erudição, e, particularmente, com seu notável conhecimento de línguas estrangeiras, lembrou-lhe a possibilidade de prestar concurso para o Itamarati, conseguindo entusiasmá-lo. O então Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria, após alguns preparativos, seguiu para o Rio de Janeiro onde prestou concurso para o Ministério do Exterior, obtendo o segundo lugar. Por essa ocasião, aliás, já era por demais evidente sua falta de "vocação" para o exercício da Medicina, conforme ele próprio confidenciou a seu colega Dr. Pedro Moreira Barbosa, em carta datada de 20 de março de 1934:

Não nasci para isso, penso. Não é esta, digo como dizia Don Juan, sempre 'après avoir couché avec...’ Primeiramente, repugna-me qualquer trabalho material só posso agir satisfeito no terreno das teorias, dos textos, do raciocínio puro, dos subjetivismos. Sou um jogador de xadrez nunca pude, por exemplo, com o bilhar ou com o futebol.

Antes que os anos 30 terminem, ele participa de outros dois concursos literários. Em 1936, a coletânea de poemas Magma recebe o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras. Um ano depois, sob o pseudônimo de "Viator", concorre ao prêmio HUMBERTO DE CAMPOS, com o volume intitulado Contos, que em 46, após uma revisão do autor, se transformaria em Sagarana, obra que lhe rendeu vários prêmios e o reconhecimento como um dos mais importantes livros surgidos no Brasil contemporâneo. Os contos de Sagarana apresentam a paisagem mineira em toda a sua beleza selvagem, a vida das fazendas, dos vaqueiros e criadores de gado, mundo que Rosa habitara em sua infância e adolescência. Neste livro, o autor já transpõe a linguagem rica e pitoresca do povo, registra regionalismos, muitos deles jamais escritos na literatura brasileira.

Em 1938, Guimarães Rosa é nomeado Cônsul Adjunto em Hamburgo, e segue para a Europa; lá fica conhecendo Aracy Moebius de Carvalho (Ara), que viria a ser sua segunda mulher. Durante a guerra, por várias vezes escapou da morte; ao voltar para casa, uma noite, só encontrou escombros. A superstição e o misticismo acompanhariam o escritor por toda a vida. Ele acreditava na força da lua, respeitava curandeiros, feiticeiros, a umbanda, a quimbanda e o kardecismo. Dizia que pessoas, casas e cidades possuíam fluidos positivos e negativos, que influíam nas emoções, nos sentimentos e na saúde de seres humanos e animais. Aconselhava os filhos a terem cautela e a fugirem de qualquer pessoa ou lugar que lhes causasse algum tipo de mal estar.

Embora consciente dos perigos que enfrentava, protegeu e facilitou a fuga de judeus perseguidos pelo Nazismo; nessa empresa, contou com a ajuda da mulher, D. Aracy. Em reconhecimento a essa atitude, o diplomata e sua mulher foram homenageados em Israel, em abril de 1985, com a mais alta distinção que os judeus prestam a estrangeiros: o nome do casal foi dado a um bosque que fica ao longo das encostas que dão acesso a Jerusalém.

Foi a forma encontrada pelo governo israelense para expressar sua gratidão àqueles que se arriscaram para salvar judeus perseguidos pelo Nazismo por ocasião da 2ª Guerra Mundial. Segundo D. Aracy, que compareceu a Israel por ocasião da homenagem, seu marido sempre se absteve de comentar o assunto já que tinha muito pudor de falar de si mesmo. Apenas dizia: "Se eu não lhes der o visto, vão acabar morrendo; e aí vou ter um peso em minha consciência."

Em 1942, quando o Brasil rompe com a Alemanha, Guimarães Rosa é internado em Baden-Baden, juntamente com outros compatriotas, entre os quais se encontrava o pintor pernambucano Cícero Dias, Ficam retidos durante 4 meses e são libertados em troca de diplomatas alemães. Retornando ao Brasil, após rápida passagem pelo Rio de Janeiro, o escritor segue para Bogotá, como Secretário da Embaixada, lá permanecendo até 1944. Sua estada na capital colombiana, fundada em 1538 e situada a uma altitude de 2.600 m, inspirou-lhe o conto Páramo, de cunho autobiográfico, que faz parte do livro póstumo Estas Estórias. O conto se refere à experiência de "morte parcial" vivida pelo protagonista (provavelmente o próprio autor), experiência essa induzida pela solidão, pela saudade dos seus, pelo frio, pela umidade e particularmente pela asfixia resultante da rarefação do ar (soroche – o mal das alturas).

Em dezembro de 1945 o escritor retornou ao Brasil depois de longa ausência. Dirigiu-se, inicialmente, à Fazenda Três Barras, em Paraopeba, berço da família Guimarães, então pertencente a seu amigo Dr. Pedro Barbosa e, depois, a cavalo, rumou para Cordisburgo, onde se hospedou no tradicional Argentina Hotel, mais conhecido por Hotel da Nhatina.

Em 1946, Guimarães Rosa é nomeado chefe-de-gabinete do ministro João Neves da Fontoura e vai a Paris como membro da delegação à Conferência de Paz.

Em 1948, o escritor está novamente em Bogotá como Secretário-Geral da delegação brasileira à IX Conferência Inter-Americana; durante a realização do evento ocorre o assassinato político do prestigioso líder popular Jorge Eliécer Gaitán, fundador do partido Unión Nacional Izquierdista Revolucionaria, de curta mas decisiva duração.

De 1948 a 1950, o escritor encontra-se de novo em Paris, respectivamente como 1º Secretário e Conselheiro da Embaixada. Em 1951 é novamente nomeado Chefe de Gabinete de João Neves da Fontoura. Em 1953 torna-se Chefe da Divisão de Orçamento e em 1958 é promovido a Ministro de Primeira Classe (cargo correspondente a Embaixador).

Guimarães Rosa retorna ao Brasil em 1951. No ano seguinte, faz uma excursão ao Mato Grosso. O resultado é uma reportagem poética: Com o vaqueiro Mariano. Segundo depoimento do próprio Manuel Narde, vulgo Manuelzão, falecido em 5 de maio de 1997, protagonista da novela Uma estória de amor, incluída no volume Manuelzão e Miguilim, durante os dias que passou no sertão, Guimarães Rosa pedia notícia de tudo e tudo anotava "ele perguntava mais que padre" –, tendo consumido "mais de 50 cadernos de espiral, daqueles grandes", com anotações sobre a flora, a fauna e a gente sertaneja usos, costumes, crenças, linguagem, superstições, versos, anedotas, canções, casos, estórias...

Em ensaio crítico sobre Corpo de Baile, o professor Ivan Teixeira afirma que o livro talvez seja o mais enigmático da literatura brasileira. As novelas que o compõem formam um sofisticado conjunto de logogrifos, em que a charada é alçada à condição de revelação poética ou experimento metafísico. Na abertura do livro, intitulada Campo Geral, Guimarães Rosa se detém na investigação da intimidade de uma família isolada no sertão, destacando-se a figura do menino Miguelim e o seu desajuste em relação ao grupo familiar. Campo Geral surge como uma fábula do despertar do autoconhecimento e da apreensão do mundo exterior; e o conjunto das novelas surge como passeio cósmico pela geografia rosiana, que retoma a idéia básica de toda a obra do escritor: o universo está no sertão, e os homens são influenciados pelos astros.

Em 1956, no mês de janeiro, reaparece no mercado editorial com as novelas Corpo de Baile, onde continua a experiência iniciada em Sagarana. A partir de o Corpo de Baile, a obra de Rosa - autor reconhecido como o criador de uma das vertentes da moderna linha de ficção do regionalismo brasileiro - adquire dimensões universalistas, cuja cristalização artística é atingida em Grande Sertão: Veredas, lançado em maio de 56. O terceiro livro de Guimarães Rosa, uma narrativa épica que se estende por 600 páginas, focaliza numa nova dimensão, o ambiente e a gente rude do sertão mineiro. Grande Sertão: Veredas reflete um autor de extraordinária capacidade de transmissão do seu mundo, e foi resultado de um período de dois anos de gestação e parto. A história do amor proibido de Riobaldo, o narrador, por Diadorim é o centro da narrativa. Para Renard Perez, autor de um ensaio sobre Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas, além da técnica e da linguagem surpreendentes, deve-se destacar o poder de criação do romancista, e sua aguda análise dos conflitos psicológicos presentes na história.

O lançamento de Grande Sertão: Veredas causa grande impacto no cenário literário brasileiro. O livro é traduzido para diversas línguas e seu sucesso deve-se, sobretudo, às inovações formais. Crítica e público dividem-se entre louvores apaixonados e ataques ferozes. Torna-se um sucesso comercial, além de receber três prêmios nacionais: o Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro; o Carmen Dolores Barbosa, de São Paulo; e o Paula Brito, do Rio de Janeiro. A publicação faz com que Guimarães Rosa seja considerado uma figura singular no panorama da literatura moderna, tornando-se um "caso" nacional. Ele encabeça a lista tríplice, composta ainda por Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto, como os melhores romancistas da terceira geração modernista brasileira.

Ainda que não publicasse nada até 1962, o interesse e o respeito pela obra rosiana só aumentavam, em relação à crítica e ao público. Unanimidade, o escritor recebe, em 1961, o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Ele começa a obter reconhecimento no exterior.

Em janeiro de 1962, assume a chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras, cargo que exerceria com especial empenho, tendo tomado parte ativa em momentosos casos como os do Pico da Neblina (1965) e das Sete Quedas (1966). Em 1969, em homenagem ao seu desempenho como diplomata, seu nome é dado ao pico culminante (2.150 m) da Cordilheira Curupira, situado na fronteira Brasil/Venezuela. O nome de Guimarães Rosa foi sugerido pelo Chanceler Mário Gibson Barbosa, como um reconhecimento do Itamarati àquele que, durante vários anos, foi o chefe do Serviço de Demarcação de Fronteiras da Chancelaria Brasileira.

Em 1958, no começo de junho, Guimarães Rosa viaja para Brasília, e escreve para os pais:

Em começo de junho estive em Brasília, pela segunda vez lá passei uns dias. O clima da nova capital é simplesmente delicioso, tanto no inverno quanto no verão. E os trabalhos de construção se adiantam num ritmo e entusiasmo inacreditáveis: parece coisa de russos ou de norte-americanos"... "Mas eu acordava cada manhã para assistir ao nascer do sol e ver um enorme tucano colorido, belíssimo, que vinha, pelo relógio, às 6 hs 15’, comer frutinhas, na copa da alta árvore pegada à casa, uma tucaneira’, como por lá dizem. As chegadas e saídas desse tucano foram uma das cenas mais bonitas e inesquecíveis de minha vida.

A partir de 1958, o autor começa a apresentar problemas de saúde e estes seriam, na verdade, o prenúncio do fim próximo, tanto mais quanto, além da hipertensão arterial, o paciente reunia outros fatores de risco cardiovascular como excesso de peso, vida sedentária e, particularmente, o tabagismo. Era um tabagista contumaz e embora afirme ter abandonado o hábito, em carta dirigida ao amigo Paulo Dantas em dezembro de 1957, na foto tirada em 1966, quando recebia do governador Israel Pinheiro a Medalha da Inconfidência, aparece com um cigarro na mão esquerda. A propósito, na referida carta, o escritor chega mesmo a admitir, explicitamente, sua dependência da nicotina:

... também estive mesmo doente, com apertos de alergia nas vias respiratórias; daí, tive de deixar de fumar (coisa tenebrosa!) e, até hoje (cabo de 34 dias!), a falta de fumar me bota vazio, vago, incapaz de escrever cartas, só no inerte letargo árido dessas fases de desintoxicação. Oh coisa feroz. Enfim, hoje, por causa do Natal chegando e de mais mil-e-tantos motivos, aqui estou eu, heróico e pujante, desafiando a fome-e-sede tabágica das pobrezinhas das células cerebrais. Não repare.

É importante frisar também que, coincidindo com os distúrbios cardiovasculares que se evidenciaram a partir de 1958, Guimarães Rosa parece ter acrescentado a suas leituras espirituais publicações e textos relativos à Ciência Cristã (Christian Science), religião cristã criada nos Estados Unidos em 1866 por Mrs. Mary Baker Eddy e que afirma a primazia do espírito sobre a matéria – "... the allness of Spirit and the nothingness of matter", a qual habilita compreender a nulidade do pecado, dos sentimentos negativos em geral, da doença e da morte, diante da totalidade do Espírito.

Em 1962, é lançado Primeiras Estórias, livro que reúne 21 contos pequenos. Nos textos, as pesquisas formais características do autor, uma extrema delicadeza e o que a crítica considera "atordoante poesia".

Em maio de 1963, Guimarães Rosa candidata-se pela segunda vez à Academia Brasileira de Letras (a primeira fora em 1957, quando obtivera apenas 10 votos), na vaga deixada por João Neves da Fontoura. A eleição dá-se a 8 de agosto e desta vez é eleito por unanimidade. Mas não é marcada a data da posse, adiada sine die, somente acontecendo quatro anos depois, no dia 16 de novembro de 1967.

Em janeiro de 1965, participa do Congresso de Escritores Latino-Americanos, em Gênova. Como resultado do congresso ficou constituída a Primeira Sociedade de Escritores Latino-Americanos, da qual o próprio Guimarães Rosa e o guatemalteco Miguel Angel Asturias (que em 1967 receberia o Prêmio Nobel de Literatura) foram eleitos vice-presidentes.

Em abril de 1967, Guimarães Rosa vai ao México na qualidade de representante do Brasil no I Congresso Latino-Americano de Escritores, no qual atua como vice-presidente. Na volta é convidado a fazer parte, juntamente com Jorge Amado e Antônio Olinto, do júri do II Concurso Nacional de Romance Walmap que, pelo valor material do prêmio, é o mais importante do país.

No meio do ano, publica seu último livro, também uma coletânea de contos, Tutaméia. Nova efervescência no meio literário, novo êxito de público. Tutaméia, obra aparentemente hermética, divide a crítica. Uns vêem o livro como "a bomba atômica da literatura brasileira"; outros consideram que em suas páginas encontra-se a "chave estilística da obra de Guimarães Rosa, um resumo didático de sua criação".

Três dias antes da morte o autor decidiu, depois de quatro anos de adiamento, assumir a cadeira na Academia Brasileira de Letras. Os quatro anos de adiamento eram reflexo do medo que sentia da emoção que o momento lhe causaria. Ainda que risse do pressentimento, afirmou no discurso de posse: "...a gente morre é para provar que viveu."

O escritor faz seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras com a voz embargada. Parece pressentir que algo de mal lhe aconteceria. Com efeito, três dias após a posse, em 19 de novembro de 1967, ele morreria subitamente em seu apartamento em Copacabana, sozinho (a esposa fora à missa), mal tendo tempo de chamar por socorro.

Em 1967, João Guimarães Rosa seria indicado para o prêmio Nobel de Literatura. A indicação, iniciativa dos seus editores alemães, franceses e italianos, foi barrada pela morte do escritor. A obra do brasileiro havia alcançado esferas talvez até hoje desconhecidas. Quando morreu tinha 59 anos. Tinha-se dedicado à medicina, à diplomacia, e, fundamentalmente às suas crenças, descritas em sua obra literária. Fenômeno da literatura brasileira, Rosa começou a publicar aos 38 anos. O autor, com seus experimentos lingüísticos, sua técnica, seu mundo ficcional, renovou o romance brasileiro, concedendo-lhe caminhos até então inéditos. Sua obra se impôs não apenas no Brasil, mas alcançou o mundo.

BIBLIOGRAFIA:

- Magma (1936), poemas. Não chegou a publicá-los.

- Sagarana (1946), contos e novelas regionalistas. Livro de estréia.

- Com o vaqueiro Mariano (1947)

- Corpo de Baile (1956), novelas. (Atualmente publicado em três partes:

- Manuelzão e Miguilim,
- No Urubuquaquá, no Pinhém e
- Noites do sertão.)

- Grande Sertão: Veredas (1956), romance.

- Primeiras estórias (1962), contos.

- Tutaméia:Terceiras estórias (1967), contos.

- Estas estórias (1969), contos. Obra póstuma.

- Ave, palavra (1970) diversos. Obra póstuma.

Colaborações em jornais e revistas:

- Colaborou no suplemento "Letras e Artes" de A Manhã (1953-54), em O Globo (1961) e na revista Pulso (1965-66), divulgando contos e poemas.

Bibliografia sobre o Autor:

Bosi, Alfredo (org.). O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 1994.

Faraco, C.E. & Moura, F.M. Língua e literatura.. São Paulo: Ática, 1996. v.3.

Holzemayr, Rosenfield Kathrin. Grande Sertão: Veredas. São Paulo: Ática, 1996. (Roteiro de Leitura).

Macedo, Tânia. Guimarãres Rosa. São Paulo: Ática, 1996. (Ponto por Ponto).

Perez, Renard. Em Memória de João Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1968.

Rosa, Vilma Guimarães. Relembramentos, Guimarães Rosa, meu pai. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.

Santo, Wendel. A construção do romance em Guimarães Rosa. São Paulo: Ática, 1996.

Sperber, Suzi Frankl. Guimarães Rosa: signo e sentimento. São Paulo: Ática, 1996. (Ensaio).

Zilberman, R. A Leitura e o ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 1989.

Acervo:

- Os arquivos do autor, abrangendo o período de 1908 a 1971, com aproximadamente 12.000 documentos, foram adquiridos pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP).

Homenagem ao Autor:

Museu Guimarães Rosa

Av. Padre João, 744
Cordisburgo - MG - Brasil
Fone: (0 XX 31) 715-1378
Agendar visitas: 3ª a dom., das 8h40min às 17h.

Versões:

1961/1967 - Publicação de "Buriti" ("Corpo de Baile", 1ª parte), "Les Nuits du Sertão" ("Corpo de Baile", 2ª parte), "Primeiras Estórias", pela Édition du Seuil; "Diadorim", pela Éditions Albin Michel, Paris - França.

Adaptações:

1969 - Publicação do livro "A João Guimarães Rosa" - (Gráficos Brunner), ensaio fotográfico de Maureen Bisilliat, com trechos de "Grande Sertão: Veredas". Curta de 09 minutos - Filmoteca da ECA / USP, direção de Roberto Santos - São Paulo (SP).

1975 - Adaptação dos contos "Corpo Fechado" (do livro "Sagarana"), direção de Lima Duarte, e "Sorôco, Sua Mãe, Sua Filha" (do livro "Primeiras Estórias"), direção de Kiko Jaess, para o programa Teatro 2, da TV Cultura - São Paulo (SP)

1975 - Adaptação do conto "Sarapalha" (do livro "Sagarana"), direção de Roberto Santos, para Caso Especial, da Rede Globo - Rio de Janeiro (RJ).

1984 - Adaptação de "Noites do Sertão", direção de Carlos Alberto Prates Corrêa - Rio de Janeiro (RJ).

1985 - Adaptação de "Grande Sertão: Veredas" para minissérie da Rede Globo, direção de Walter Avancini - Rio de Janeiro (RJ).

1994 - Rio de Janeiro RJ - Adaptação para o teatro de "Grande Sertão: Veredas", direção de Regina Bertola, no Centro Cultural Banco do Brasil

1994 - Filme "A Terceira Margem do Rio", direção e roteiro de Nelson Pereira dos Santos, baseado em cinco contos do livro "Primeiras Estórias": "A Terceira Margem do Rio", "A Menina de Lá", "Os Irmãos Dagobé", "Seqüência" e "Fatalidade" - Rio de Janeiro (RJ).

Discografia:

"Rio Abaixo"
Intérprete: Paulo Freire e outros.
Disco: "Rio Abaixo - Viola Brasileira" (www.paulofreire.com.br).

"Rosas pra João"
Interprete: Renato Motha e Patrícia Lobato.
CD com 13 canções inspiradas pela obra do biografado.
(www.renatomotha.com.br)


"Um chamado João"

"João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?
Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?


Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?


Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
e precipites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?


E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?


Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar."

Carlos Drummond de Andrade - 22/11/1967 - Versiprosahttp://acervos.ims.uol.com.br/local/Image/biblioteca/clbJGR.jpg

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Òpio na China



ÓPIO


Droga a partir da qual se desenvolvem diversos medicamentos, como a codeína e a morfina. Do ópio também se obtém a heroína, uma droga de uso considerado ilegal. O ópio e a maioria dos opiatos (drogas derivadas do ópio ou que contêm ópio) podem gerar dependência.

O ópio é obtido do sumo da papoula opiácea. A maior parte do ópio provém de plantações de papoulas na Índia. Os processadores, normalmente em instalações próximas das plantações, transformam o extrato de papoula seco, chamado ópio bruto, em um pó acastanhado conhecido como ópio refinado ou ópio propriamente dito, que contém alcalóides de estrutura fenantrênica (morfina, codeína e tebaína) e de estrutura benzoquinoleínica (papaverina e capina).

A heroína e os outros opiatos ilegais provêm da base morfina. A maioria dos opiatos ilegais é produzida na França, na América Latina, no Oriente Médio e no Sudeste Asiático.



Uso Medicinal. O ópio era a droga anestésica mais eficiente até o desenvolvimento da morfina, no início do séc. XIX. Indicava-se também o ópio no tratamento de tosse e diarréia, como tranqüilizante e como sonífero. Os opiatos atualmente destinam-se a muitas dessas finalidades. Os médicos prescrevem a morfina para amortecer dores agudas. A codeína é indicada como sedativo. O elixir paregórico, medicamento antidiarréico, contém 0,4% de ópio, além de outras substâncias.


Dependência de Ópio. O uso excessivo de ópio ou de drogas derivadas costuma levar ao vício. Quando usado pela primeira vez, pode dar ao usuário uma sensação de extrema tranqüilidade e bem-estar. Seus problemas parecem desaparecer ou perder importância, e ele vive temporariamente num mundo irreal de prazer isolado. As pessoas fumam, aspiram ou ingerem o ópio em busca desses efeitos. Mas quem usa o ópio também pode ter sonhos e devaneios intensos e extremamente desagradáveis.
Ilustração francesa que retrata o consumo de ópio na China, durante os séculos XVIII e XIX.




História. Acredita-se que o uso do ópio iniciou-se, no mínimo, há 6 mil anos, no Oriente Médio. Os sumérios consideravam a papoula a “planta da alegria”. O ópio era bastante usado na medicina egípcia e provavelmente foi levado do Egito para a Ásia Menor. Sua expansão se deu graças aos árabes. Depois de tornar-se um hábito fumar ópio na China, no início do séc. XVII, o governo chinês considerou ilegal seu uso, em 1729. Mas os comerciantes continuaram a trocá-lo por seda, porcelana e outros produtos chineses. Em fins do séc. XVIII, o vício espalhou-se entre os chineses. O comércio do ópio originou as chamadas Guerras do Ópio, nas quais a Grã-Bretanha derrotou a China.
Durante o séc. XIX, era passível comprar láudano, morfina e outros opiatos legalmente e sem prescrição. O vício em opiatos, especialmente heroína, começou a crescer no final da década de 1940 e continuou a aumentar desde então. Atualmente diversas nações e organizações internacionais cooperam na luta contra a fabricação e a venda ilegais de ópio e opiatos.
O cultivo da papoula e o comércio do ópio para fins medicinais são autorizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) segundo uma convenção internacional assinada em 1961. Mas o fornecimento da droga só pode ser feito mediante um formulário especial, que é controlado pelo setor da ONU encarregado do assunto.


Existe um filme falando sobre Òpio Site

"O Dragão ataca"





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Homem Grávido !!






Homem Grávido

Criado no Havaí, onde sua mãe se suicidou quando ela tinha 12 anos, Beatie disse que decidiu trocar de sexo aos 24 anos. Por isso, submeteu-se a uma operação para tirar seios e legalmente mudou seu gênero de feminino para masculino.


Thomas Beatie, de 34 anos, é legalmente homem, mas decidiu manter seus órgãos sexuais femininos quando fez uma cirurgia estética para retirar seus seios e submeteu-se a um tratamento hormonal.






Quando era mulher, ele se chamava Tracy Lagondino.

A mulher, Nancy, que tem dois filhos de um primeiro casamento e não pode mais engravidar porque removeu o útero.
Ele recebeu então uma inseminação artificial praticada por Nancy em casa com esperma de um doador anônimo, comprado em um banco.







Especulação







Muitos especulavam quem a suposta barriga dele era de água, disseram que ele tomou um remédio para a barriga crescer d água, então muitos pensariam, que ele estaria grávido...

"Acho que a necessidade de ter um filho não é um sentimento masculino ou feminino. Sou um ser humano e tenho direito a ter um filho biológico", afirmou Beatie.


Casados há mais de dez anos, Beatie e a mulher, Nancy, sempre quiseram ter um bebê, mas ela teve uma endometriose há 20 anos e precisou tirar o útero.



Depois de alcançarem uma situação econômica confortável, ambos tomaram a decisão de que Beatie seria o "encarregado" de gestar o bebê.





Ele teve o parto cesariana, e teve um filha so sexo feminino, ele toma remédio para criar no corpo pelos, ex: barba, pelos nas axilas etc.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009





Gravidez e menstruação na adolescência






Menstruação




O professor falou que a menstruação é um fluxo de Sangue que é liberado pelo revestimento interno do útero dos seres humanos e também pela maioria dos primatas. Geralmente seu ciclo é de 28 dias entre as mulheres, ocorrendo de forma contínua a menos que seja interrompido por uma gestação ou pela Menopausa.






A menstruação se inicia na puberdade, mais comumente entre a faixa etária dos 10 aos 17 anos. A primeira menstruação é chamada de menarca, a partir deste momento, o corpo feminino já se torna Capaz de Gerar outra vida.Alguns cientistas já se questionaram sobre o porquê do endométrio (revestimento interno do útero, composto por tecido ricamente vascularizado) não Permanecer dentro do útero e se regenerar como outras partes com Ocorre do corpo, como por exemplo, um Pele E o Sistema Digestório. Uma das teorias que respondem esta questão, explica que uma menstruação é uma defesa do organismo feminino contra a invasão de microorganismos que no útero entram junto com os espermatozóides, muitas das adolescentes sentem cólicas por causa da menstruação









Nosso texto.


Gravides precoce




Pelo o que vimos as meninas e os meninos quando chegam na puberdade tem a sede de querer ter relações sexuais com o oposto, ou com uma pessoa do mesmo sexo.
Quando chega nesta hora devemos saber que a camisinha é muito importante pois, vai ser um sexo seguro (sem pegar doenças) e também, prevenindo para não ter (bebê) na adolescência....
Num canal de televisão passa um depoimento de uma jovem de 14 anos que engravidou porque não usou preservativo...






Muitas meninas e mulheres optam para a (pílula), mais eu acho correto o preservativo, pois existem mulheres que tomaram (pílula) e engravidaram ou tiveram doença do mesmo jeito.
A culpa não só são das meninas mais também dos meninos, pois eles são muitos mais espertos que as meninas, e eles que tem 70% da culpa, pois saber fazer sexo todo mundo sabe agora se prevenir esquecem...






As adolescentes que quando estão grávidas e forem fruto de estupro pode abortar mais se não for no caso do estupro... CUIDADO É CRIME E VOCÊ ESTARÁ MATANDO UMA VIDA.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Texto pego do site ( http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/adolesc3.html )


A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.
A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a porcentagem dos nascimentos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64% de mulheres negras terão experimentado ao menos 1 gravidez nos EUA .

Video emocionante Gravidez Precoce




Depoimentos Emocionantes de Filhas e Pais.




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bandeira de Moçambique

Hino nacional de Moçambique


Pátria Amada é o Hino Nacional de Moçambique.


Pátria Amada


Na memória de África e do MundoPátria bela dos que ousaram lutarMoçambique, o teu nome é liberdadeO Sol de Junho para sempre brilhará


(2x)


Moçambique nossa pátria gloriosaPedra a pedra construindo um novo diaMilhões de braços, uma só forçaOh pátria amada, vamos vencer
Povo unido do Rovuma ao MaputoColhe os frutos do combate pela pazCresce o sonho ondulando na bandeiraE vai lavrando na certeza do amanhã


(2x)


Moçambique nossa pátria gloriosaPedra a pedra construindo um novo diaMilhões de braços, uma só forçaOh pátria amada, vamos vencer
Flores brotando do chão do teu suorPelos montes, pelos rios, pelo marNó juramos por ti, oh MoçambiqueNenhum tirano nos irá escravizar


(2x)


Moçambique nossa pátria gloriosaPedra a pedra construindo um novo diaMilhões de braços, uma só forçaOh pátria amada, vamos vencer





Quer baixar a musica instrumental do Hino de Moçambique?
Clique no site para baixar




http://ultradownloads.com.br/download/Hino-Nacional-de-Mocambique-MP3/


Videos Moçambique...
A música a danca e o canto em Mocambique.

Moçambique 2

Moçambique
História: Antes da chegada dos europeus mais precisamente dos Portugueses, pouco se sabe da história do território que hoje se designa por Moçambique.A partir do século três e nos seguintes, os povos que ocupavam o território, dedicavam-se à caça e à pesca. O território foi depois invadido por vários humanos supostamente oriundos da floresta congolesa. Esta expansão designada banto, penetrou no território moçambicano através dos vales dos rios que provêm do interior do continente, e vieram introduzir as atividades agrícola e pecuária, difundindo simultaneamente a tecnologia da metalurgia do ferro.Com a expansão do islão ao longo de todo o litoral oriental africano, houve contacto entre as várias comunidades que coexistiam em importantes centros da faixa litoral onde se dedicavam essencialmente ao comércio. Desta fusão das comunidades bantas, e dos Árabes nasceu a cultura suaili de que faz parte o litoral do Quénia, Tanzânia e Norte de Moçambique.No final do século XV os Portugueses chegaram então ao litoral de Moçambique. A sua chegada coincide com a expansão dos Muenemutapas, que se expandiram a partir do planalto do Zimbabwe e chegaram a ocupar um vasto território que se estendia por quase toda a África austral de costa a costa. Este império veio a desintegrar-se durante o século XVII. Os Portugueses ajudados pelos povos locais foram aumentando a sua presença por todo Moçambique, provocando o recuo da concorrência das comunidades árabe-suailis. Foram então dominando todas as rotas comerciais de bens destinadas à Europa.Contudo, a presença efetiva portuguesa no territorial era muito fraca. Sucederam-se então varias disputas entre os povos do interior.Em 1884-1885, a conferência de Berlim impõe às potências colonizadoras a obrigatoriedade de ocupação efetiva dos territórios. Portugal intensifica então as operações militares no interior do território, que veio culminar com a detenção do soberano Gungunhana em 1895. Mas Portugal não tinha população suficiente para ocupar Moçambique, então pediu ajuda ao estrangeiro, começando assim uma longa história de dependência externa, nomeadamente da África do Sul, que recrutava no sul de Moçambique mão-de-obra para as suas minas, enquanto que o norte era arrendado a companhias estrangeiras, majoritariamente inglesas. As infra-estruturas desenvolvidas em Moçambique, nomeadamente portos e vias de comunicação, são projetadas na perspectiva de servir as colônias inglesas no interior do continente. Assiste-se também, durante este período, à fixação de uma colônia de imigrantes portugueses que se ocupará do sector agrícola, beneficiando da expropriação de terras à população local.A partir do século XX mais propriamente nos anos 30, o estado novo português tenta criar uma base produtiva mais consistente, desenvolvendo as culturas do algodão e do tabaco e introduzindo novas culturas como o caju e o coco. Com esta aposta econômica, assiste-se ao desenvolvimento das cidades, dos transportes e do turismo, que levou a um grande crescimento econômico ao qual atraiu uma nova vaga de colonos portugueses durante os anos 50 e 60.Durante os anos 50, e devido aos movimentos de emancipação presentes no continente africano a seguir a segunda guerra mundial, surgem a Manu ( União Nacional Africana de Moçambique) na Tanzânia, e em Salisbúria é fundada a UDENAMO ( União Democrática Nacional de Moçambique).Em 1960 a violenta repressão dos manifestantes de Moeda (situada na província de Niassa) salda-se por mais de meio milhar de mortos.Em 1961 no Malawi, é fundada a União Nacional Africana para Moçambique Independente.A 25 de Julho de 1962, Eduardo Mondlane (à data, funcionário das Nações Unidas) reúne na Tanzânia todos os líderes dos movimentos e das etnias do território e funda a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique).Mais tarde, a 5 de Setembro de 1964, a FRELIMO efetua um ataque a Moeda, dando o início à luta armada contra o poder colonial. O General Alberto Chipande foi o homem a dar o primeiro tiro, matando um soldado português e dando início à guerra colonial.Em 68, no âmbito da estratégia de promoção de um mais rápido crescimento econômico e num contexto de estreitamento das relações econômicas com a África do Sul, o governo de Salazar decide iniciar o processo que permitirá a construção da Barragem de Cahora Bassa.Em 1969 Eduardo Mondlane, o grande líder e herói nacional da FRELIMO é assassinado em Dar-es-Salaam a 3 de Fevereiro. A FRELIMO não se deixou abalar e continua a guerra. Do II Congresso da FRELIMO, realizado no centro interior do Território, Samora Moises Machel é eleito o novo presidente e intensifica a luta armada.1970, Kaúlza de Arriaga, comandante-chefe das forças armadas portuguesas em Moçambique, desencadeia a Operação Nó Górdio de que resulta o desmantelamento de grande parte do complexo da FRELIMO no planalto dos macondes. Contudo, a FRELIMO não foi eliminada e procura levar a guerra para o sul.Em 1971, nas Nações Unidas, a FRELIMO afirma controlar um terço do pais.A FRELIMO consegue em 1972 passar o rio Zambeze e penetrar no sul do distrito de Tete. Contingentes das forças armadas portuguesas concretizam em Chawola, Wiriyamu e Juwau, três dos mais graves massacres ocorridos durante a guerra colonial. Em Wiriyamu (zona de Tete), foram assassinados 400 civis em 16 de Dezembro.Em 1973 a insegurança chega a estrada entre a Beira e a Rodésia e no fim do ano verificam-se os primeiros incidentes na estrada Beira-Lourenço Marques. As autoridades portuguesas reforçam o dispositivo militar e fomentam a africanização das tropas, conseguindo que mais de 50% do contingente militar global seja formado por Moçambique.Pouco tempo depois da revolução do 25 de Abril de 1974 em Portugal, iniciam-se as negociações com vista à independência de Moçambique, que será formalmente proclamada a 25 de Junho de 1975.Após a independência houve a implementação do socialismo em Moçambique. No relacionamento com os países vizinhos, Moçambique alinhou no combate e no bloqueio aos governos brancos dos vizinhos Zimbabwe e África do Sul. Esta posição, que permitiu a instalação em território moçambicano de bases de guerrilheiros que combatiam o governo de Ian Smith (primeiro ministro da Rodésia), trouxe de novo a guerra ao país, cujas zonas fronteiriças eram constantemente atacadas pelas forças rodesianas anti-rebeldes.Em 1980, Samora Machel introduz algumas reformas no sentido de combater a corrupção que entretanto se instalara, autoriza a iniciativa privada e a entrada de capital estrangeiro. Todavia, as relações com a África do Sul deterioram-se, havendo inclusive confrontos armados e violação do território moçambicano. A situação econômica não melhorou e surgiu a RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana), movimento de guerrilha interna que estendeu a guerra a uma parte do território do país. Começou então a guerra civil em Moçambique que durou cerca de 16 anos.Samora Machel, mais um herói moçambicano morre em 1987 num acidente de viação. Nunca chegou a ser esclarecido o que motivou o acidente. O seu sucessor Joaquim Alberto Chissano, dá continuidade a novo esforço de desenvolvimento, iniciado por Machel antes de morrer. Foi dada mais ênfase à iniciativa privada e a intervenção do estado foi drasticamente reduzida. Os indicadores econômicos registraram algumas melhorias, embora a total desregularão do aparelho produtivo e a liberalização dos preços tenham provocado um aumento brutal da inflação. Este período de recuperação econômica tornou Moçambique mais credível aos olhos dos principais credores e, desta forma, o governo conseguiu novas linhas de crédito e a negociação da dívida. Em 1991 a FRELIMO reconhece a RENAMO e outras formações políticas.A 4 de Outubro de 1992 é assinado o acordo de paz de Roma que veio por termo a 16 anos de guerra civil que levou à destruição parcial do país. Foram também marcadas em Roma as eleições para 1993 que só se realizaram em 1994 por razões de algum desentendimento ideológico entre os partidos. De seguida foi todo um processo de paz que levou à desmobilização das tropas guerrilheiras e parte das tropas governamentais. Foi criado um exército único. Também foi feita a desminagem de quase todo o território nacional.Em 1995 Moçambique torna-se membro da Commonwealth.O país goza agora de uma paz efetiva e duradoira. A economia tem vindo a crescer apesar de muito lentamente.O país sofreu muito com as cheias de Janeiro de 2000, atrasando toda a economia e destruindo muitas das infra-instrutoras do país. Foi decretada emergência nacional.
Turismo/Cultura: A nível cultural, Moçambique oferece um leque muito variado que vai desde a pintura, escultura, música até às danças tradicionais, teatro, desporto, literatura etc.Na literatura podemos falar nomeadamente de José Craveirinha, Mia Couto, Noêmia De Sousa, Sebastião Alba.Na pintura faz-se representar mundialmente por Malangatana, Idasse, Bertina, Dana e Naguib.Na escultura temos o já falecido Alberto Chissano, Chikane entre outros.Na música tradicional existe entre outros o famoso grupo Timbilas de Zavala. As danças tradicionais também fazem parte da cultura, a makuaela, mapico, marrabenta, semangemange são algumas deças danças.O turismo é talvez um dos maiores rendimentos do país, apesar dos numerosos problemas.Nos últimos anos, e depois da assinatura dos acordos de paz, que puseram fim a 16 anos de guerra civil, o turismo desenvolveu-se muito, principalmente com os investimentos de muitos estrangeiros, nomeadamente dos Sul Africanos e Portugueses.Por um lado foi positivo, pois houveram áreas isoladas devido à guerra que foram desenvolvidas. Por outro lado, e devida à não existência de leis, esta afluência de investimento estrangeiro levou a desflorestação de algumas áreas e à poluição. Moçambique não estava preparado para receber a quantidade de pessoas que foram entrando no país. Hoje em dia as coisas estão mais controladas.Existem áreas espetaculares por todo o país, que contribuem para o sucesso do turismo em Moçambique.Começando pela capital Maputo, existem alguns pontos essenciais para quem a visita, começando pelo artesanato local até à gastronomia. Podem-se visitar os museus da Moeda, História Natural, Revolução entre outros. Existe também o Bazar Central, um dos símbolos de Maputo. Existem hotéis muito bons em Maputo, Polana(links), Cardoso, Avenida, Rovuma, Terminus são alguns que vão com certeza deixar os turistas bem servidos.Saindo de Maputo rumo ao Sul e junto à fronteira com a África do Sul, encontramos a Praia da Ponta do Ouro, uma praia que mais parece um paraíso que agradará os olhos dos turistas. Existem aí Hotéis (link) e parques de campismo que oferecem boa acomodação e preços aceitáveis para que se possa ter umas férias maravilhosas. Existem também cursos de mergulho e muitos outros divertimentos para os turistas ocuparem o seu tempo.Para o norte da cidade de Maputo passamos pelas praias do Bilene, Xai-Xai e chegamos à cidade de Inhambane a aproximadamente 500 Km de Maputo. Em Inhambane podemos visitar as praias que são espetaculares. Existem também Hotéis e parques de campismo. A cidade de Inhambane é muito interessante de visitar com uma arquitetura colonial bastante peculiar. O principal símbolo da cidade são os potes de barro e a fruta tropical.Mais para norte, encontramos a localidade do Inhassoro, que vive essencialmente da pesca. Em frente a Inhassoro, temos o Arquipélago do Bazaruto, uma reserva natural que é procurada por muitos turistas. Numa das ilhas encontramos o grupo hoteleiro português Pestana(link) que promove férias de sonho.De seguida e continuando rumo ao norte, encontramos a cidade da Beira, a segunda maior cidade do país. Esta cidade vive da exportação do peixe, do camarão, da lagosta e outros mariscos. Para os turistas, a Beira oferece praias, a própria cidade e muito interessante e a cima de tudo existe o turismo rural, principalmente a caça.Na província mais a norte de Moçambique, Cabo Delgado, encontra-se a cidade de Pemba, uma das mais pelas do país. Em Pemba existem praias lindíssimas, ricas em marisco, principalmente lagosta. Existem também Hotéis para os turistas. Á frente de Pemba, encontra-se a Ilha de Moçambique, considerada pela UNESCO patrimônio mundial. O símbolo da Ilha é o forte.Moçambique têm também reservas de animais, mas são zonas menos exploradas por agora. Com o desenvolvimento do país, essas zonas serão mais exploradas
Gastronomia: Na gastronomia Moçambique também é muito rico.A província mais rica na gastronomia é a Zambézia no centro do país. A cozinha zambeziana é à base do côco, tendo como prato principal a Galinha à Zambeziana.Moçambique por se encontrar virado para o oceano Índico, têm muitas influências Indianas, Goesas e Chinesas na alimentação. O caril é muito usado em toda a cozinha do norte ao sul do país.A base da alimentação moçambicana é o milho. A partir deste cereal faz-se uma massa que no sul é chamada de ushwa, no centro e norte chima. Esta massa é acompanhada por molhos de vegetais, tais como a cacana e a mboa, e também por mariscos, principalmente o camarão. O peixe seco também é muito usado.Moçambique é muito rico em mariscos. O camarão, a lagosta, o caranguejo, o cava-cava, ameijoa e as lulas, são alguns dos mariscos que Moçambique exporta para o ocidente.Os produtos típicos são o piri-piri, gergelim, amendoim, caju, côco etc. Nas bebidas existem as aguardentes destiladas, como a nipa e a katchulima, entre outras. Também se fazem cervejas de milho, mapira, palmeira etc. Existem ainda os sumos de caju, e canho.
Relação Portugal/Moçambique: Depois da guerra Colonial e da Independência de Moçambique, as relações dos dois países ficaram mais distantes. Moçambique apoiou-se mais na URSS e na China, foi um momento de viragem radical na política Moçambicana. No entanto os dois países mantiveram algumas relações o que levou a visita de Samora Machel a Portugal e vice-versa.No final dos anos 80 os dois países aproximaram-se mais, e com o fim da guerra civil os investimentos de Portugal em Moçambique aumentaram.Portugal por exemplo, detém grande parte das ações da barragem de Cahora Bassa. Portugal tem também investimentos de particulares, principalmente na área da hotelaria. O grupo Pestana têm cerca de três hotéis espalhados pelo país. O grupo Teixeira Duarte também tem muitos investimentos, tal com a Cimpor.Na educação existe um forte relacionamento, principalmente a nível do ensino superior. Existem trocas de professores entre universidades. A Universidade Eduardo Mondlane em Maputo, recebe muitos professores vindos de Portugal, e existem também professores Moçambicanos a virem a Portugal.
Clima: Costa moçambicana.O clima do país é húmido e tropical com estações secas de Junho à Setembro. As temperaturas médias em Maputo variam entre os 13-24 °C em Julho a 22-31 °C em Fevereiro. O clima é tropical, influenciado pelo regime de monções do Índico e pela corrente quente do canal de Moçambique.Podem ser distinguidas três zonas em todo o território:Norte e Centro: tropical húmido, tipo monçónico, com uma estação seca de quatro a seis meses.Sul: Tropical seco, com uma estação seca de seis a nove meses.Montanhas: Clima tropical de altitudeA estação das chuvas ocorre entre Outubro e Abril. A precipitação média nas montanhas ultrapassa os 2000 mm. A humidade relativa é elevada situando-se entre 70 a 80%, embora os valores diários cheguem a oscilar entre 10 e 90%. As temperaturas médias variam entre 20 °C no Sul e 26 °C no Norte, sendo os valores mais elevados durante a época das chuvas
Principais produtos agrícolas: Algodão Cana-de-açúcar Castanha-de-caju Copra (polpa do coco) Mandioca

Pecuária: Bovinos (1,9 milhões)Suínos (193 mil)Ovinos (122 mil)
Pesca cifra oficial de capturas era de 30,2 mil toneladas em 1996.
Produto de exportação: O camarão

Os principais recursos minerais: incluem carvão, sal, grafite, bauxita, ouro, pedras preciosas e semipreciosas. Possui também reservas de gás natural e mármore